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Água aromatizada com citrinos e hortelã

Nem todos temos a maior facilidade em beber água suficiente. Falta de hábito, esquecimento, não querer fazer xixi de hora a hora (confiram neste gráfico se estão devidamente hidratados) são algumas das principais razões, mas é importante insistirmos até adquirirmos este hábito tão central para o nosso bem-estar físico. A melhor técnica é não beber quaisquer outros líquidos além da água e designar alturas do dia específicas - para mim esses momentos são trinta minutos antes das refeições. Ainda assim, sei que pode ser inicialmente difícil "empurrar" uma quantidade de água maior do que o habitual, e nesse caso há um truque: a água aromatizada, também conhecida como infused water, água fresca que absorveu o sabor de frutas, ervas aromáticas, vegetais e/ou especiarias. A ideia é simples: com um sabor ligeiro e refrescante custa menos beber meio litro de água de uma assentada. Desta vez, escolhi laranja, lima e hortelã, mas há imensas combinações possíveis, variando apenas no tempo de repouso: a água absorve o sabor dos citrinos mais rapidamente que o dos frutos vermelhos, por exemplo. 


INGREDIENTES: 

- 2 litros de água mineral, de nascente ou filtrada

- 1 laranja 

- 1 lima 

- 1 ramo pequeno de hortelã 


PREPARAÇÃO

- Cortar os citrinos em rodelas e dispor no fundo de um jarro, juntamente com a hortelã;

- Adicionar a água e colocar no frigorífico durante um mínimo de uma hora; 

- Ao retirar, juntar bastantes pedras de gelo. 


Dica: Convém beber mesmo fria, para evitar o sabor de água-de-lavar-louça, mas fora isso é saborosa e muito refrescante. Para intensificar o sabor, podem juntar o sumo de meia lima. Yum!



Hello, it's me

OK, não passou assim tanto tempo, mas tendo em conta a frequência normal de publicações, parece-me que passou um bocadinho desde o último post. A verdade é só uma - mentira, neste caso são duas: a chegada do primeiro impasse nisto dos blogs e uma mudança de design. As primeiras coisas primeiro - manter um blog dá trabalho. Especialmente quando 90% dos posts são planeados, de acordo com um calendário temático bem estudado, é inevitável que em algum momento seja uma obrigação. E, um dia, apercebemo-nos de que somos uma espécie de editores, autores, fotógrafos e marketeers de um jornal que não nos paga. Pelo meio desta epifania, a câmara fotográfica deixou de funcionar (sem aviso e a meio de umas fotos, a traidora), o que me desanimou muito, visto que as minhas receitas de comida vegetariana são uma das componentes mais estáveis e importantes deste blog. Continuo nesse impasse com a câmara, que não sei como nem quando conseguirei resolver, mas o restante da crise dos nove meses (já!) foi mentalmente processado e resolvido. Mesmo que não mantenha sempre o mesmo ritmo, tenho coisas para dizer e este blog é a plataforma em que escolho fazê-lo.


Agora, às coisas divertidas: o blog tem um template novo! No início, ao comprar o anterior (depois de perceber que o HTML não é para mim), decidi que seria temporário, só até perceber que rumo tomaria a linha editorial do blog. Não tinha sequer um menu de navegação porque eu não sabia que assuntos iria abordar. Também não tinha uma caixa de pesquisa e, no geral, o design era pobrezinho. Agora está - e não preciso de modéstia porque não fui eu que o fiz - muito mais giro. As principais novidade são o slider com posts em destaque, que permite que os artigos não fiquem esquecidos no tempo, e a sugestão de artigos relacionados no final de cada post. Tenho ainda planeada uma mudança do nome do blog, mas está em banho-maria porque sou p-é-s-s-i-m-a nesta coisa de inventar títulos (acreditem - ando a pensar nisto há três meses e nada). 


Esta foi a minha segunda compra de template na  Etsy (um markeplace para vendedores individuais) e tenho vários conselhos e recomendações para quem esteja a pensar em recorrer a uma das lojas reunidas no website para mudar a cara ao blog. Digam-me nos comentários se têm interesse num post desse género =)

O verdadeiro significado de "Shopping is my cardio"

Chamem-me nomes, mas eu tenho uma ligação emocional com a roupa. Talvez por essa razão faça a maioria das minhas compras em loja e não online - posso achar um vestido muito giro na fotografia, mas só ao experimentar vejo que OK, este vestido é meu e não posso viver sem ele. Pois que esta semana deparei-me com este amor de vestido na Zara que fica ao lado do El Corte Inglés. Nas fotos não dava nada por ele, mas quando o vesti foi paixão instantânea e lembrou-me os vestidos sem costas da Margaery. Mas não não era o meu tamanho, e o rapaz da caixa disse-me que, a haver em alguma loja em Lisboa, seria no Amoreiras (e que mesmo assim não tinha a certeza). Podia ter vindo embora e feito a compra online, como uma pessoa normal, mas não. Paguei o resto das compras e pus-me ao caminho, assim, a pé desde o El Corte Inglés até ao Amoreiras, e depois desde o Amoreiras até Entrecampos. Porque já que vou numa missão meio fútil, pelo menos aproveito e faço já exercício. Shopping is my cardio, indeed.




Review: Pierre René Hi-Tech Mascara



Tivesse eu pestanas grandes, não usaria máscara, porque não gosto do efeito. Acho demasiado artificial - nota-se a léguas que temos tinta nas pestanas - e o resultado final raramente me convence. Mas tenho pestanas pequenas, de pêlos finos e parcos, e é inegável que o lápis e a máscara favorecem o olhar. Assim, os meus requisitos principais numa máscara são não criar grumos e cobrir cada pêlo individualmente. Encontrar uma que cumpra estas regras e consiga ainda alongar e dar um volume significativo não é comum, mas é isso que faz esta máscara da Pierre René. Desenhada para pestanas finas, a máscara promete pestanas separadas (devido ao aplicador em silicone) e com o triplo do tamanho. E foi precisamente esse o efeito que consegui - com apenas uma camada (acho, aliás, que uma boa máscara é aquela que não precisa de mais que uma passagem do aplicador, até porque à segunda a tinta começa a acumular e os grumos formam-se).




O aplicador tem um formato simples e estreito, ideal para quem, à partida, não tem um pestanão. A principal diferença que sinto ao nível da utilização deve-se ao aplicador: o silicone, sendo mais rijo que as tradicionais cerdas, torna a passagem nas pestanas mais precisa e não acumula produto. Creio que é este último ponto que permite que as pestanas fiquem perfeitamente separadas, como podem comprovar na fotografia abaixo. Mas os pontos positivos não acabam aqui: é super pigmentada, aguenta o dia inteiro nas pestanas, sem derreter ou borrar, é hipoalergénica, contém keratina, lecitina e vitamina E, destinada a fortalecer o pêlo, e é fabricada por uma marca que não testa em animais (conferi aqui). Podem encontrá-la na Primor (aqui) e na Maquillalia (aqui), por um preço excelente para a qualidade. É tão boa que estou aqui em pulgas para testar a versão waterproof que, a funcionar, seria ideal para a praia.






Rotina semanal de alimentação (compras, refeições, etc)



Foi-me sugerido, num post recente, que partilhasse o meu plano semanal de alimentação. Sigo uma dieta um bocadinho diferente do comum e tenho até em preparação um post detalhado sobre o estilo de alimentação high carb, low fat, de que falei pela primeira vez aqui. Tenho assistido a diversas palestras, disponíveis no Youtube, e estou a ler alguns livros de profissionais de saúde que me convenceram de que uma dieta assente em frutas, vegetais, legumes e sementes é aquela que mais respeita a fisiologia humana. Além de não consumir produtos de origem animal por razões éticas, também não bebo café ou refrigerantes, não uso azeite na maioria dos dias e uso uma quantidade mínima de sal. Não sinto falta de nenhumas destas coisas porque estou a dar ao meu corpo o combustível de que precisa para funcionar em níveis ótimos: glucose obtida através do consumo de hidratos de carbono, sem restrição de calorias. 


Vou ao supermercado uma vez por semana, à sexta ou sábado. Antes, dedico meia hora a decidir que refeições quero fazer, que frutas mais me apetecem, etc. Desse modo sei que tenho sempre todos os ingredientes necessários e não preciso planear diariamente que refeições irei fazer, porque já está decidido. É comum termos tendência para gravitar para certos pratos até nos aborrecermos e é esse o meu caso - tenho sempre um conjunto de refeições de que estou a gostar e que repito imensas vezes. De momento, estas são: 


- Pequeno almoço: Smoothies. Estou tão rendida que acho que deveria ser-lhes atribuído o prémio mundial do pequeno-almoço perfeito. São práticos, muito nutritivos e sempre saborosos, desde que a fruta seja de qualidade e esteja madura. Costumo confiar nas bananas, às quais junto ora morangos, ora um mix de frutos vermelhos, ora laranjas, ora melancia. As possibilidades são infinitas (ando mortinha para experimentar combinações com manga e meloa) e já não me imagino a começar os meus dias de outra forma que não esta. 


Compra semanal de fruta - as bananas ficam a amadurecer!









- Almoço: É a refeição em que vario mais, em parte porque o ideal para mim seria uma grande salada. Dessa forma poderia comer fruta ao lanche, o que não é aconselhável após a ingestão de comida cozinhada. O problema é que... não gosto, não consigo gostar, de saladas. Assim, se estiver em casa, o meu almoço é geralmente um prato grande de fruta seguido por um prato, mais pequeno, de comida cozinhada.


- Jantar: Invariavelmente uma refeição cozinhada. As combinações são várias, mas envolvem coisas como batatas "fritas" no forno, pizzas homemade, a maravilhosa pizza de base de couve-flor, arroz, feijão preto, grão-de-bico, pimentos, milho, espinafres, batatas cozidas, rúcula, cogumelos portobello e tofu. Cozinho diversos pratos rápidos com a combinação destes ingredientes mas, quando perco algum tempo a preparar a refeição, faço de modo a sobrar para o dia seguinte - apesar de gostar de cozinhar, não gosto de o fazer diariamente. 





Um detalhe interessante desta viragem para uma dieta alta em hidratos de carbono está em ter-me apercebido de que restringia as porções que comia. Embora nunca tenha, explicitamente, feito dieta, tinha sempre o cuidado de, por exemplo, não encher muito o prato nem repetir. Quando comecei a investigar o high carb, low fat percebi que, afinal, eu não comia pouco por natureza, mas sim porque sempre me restringi. Poder comer os alimentos certos até estar verdadeiramente satisfeita é uma realidade nova para mim e obrigou-me a aumentar a quantidade de comida que compro. Uma boa ideia é, para além  do stock semanal de alimentos perecíveis, ter sempre legumes e fruta congelada (existe em hipermercados sumo de laranja 100% natural congelado e fruta congelada em saquinhos). Ainda estou a aprender, mas faço-o com um enorme entusiasmo - saltar para fora da alimentação que nos foi ensinada como a única possível, mas que está na base da prevalência de tantos problemas de saúde, de restrições calóricas e dietas ioiô foi, até ao momento, a melhor decisão que tomei.



Como fazer pizza - saudável! - do zero



Sempre recusei acreditar que uma pizza não podia ser saudável. Via-lhe tanto potencial - pão, tomate, vegetais - como não? Sim, estava em negação. Regra geral, se alguma coisa sabe demasiado bem, não é tão saudável quanto poderia ser (exceto a fruta, que é a guloseima da natureza), e os restaurantes e cadeias de fast-food exageram onde não deviam. A parte boa é que podemos ensinar as nossas papilas gustativas a apreciar o sabor real dos alimentos, sem estarem mascarados por quantidades exageradas de sal, azeite e outros óleos, etc. É isso que tenho feito desde que adotei um estilo de alimentar high carb, low fat e apliquei-o a esta receita de pizza. É baixa em sódio e em gorduras e sem colesterol. E - igualmente importante - é deliciosa.


INGREDIENTES 


PARA A BASE

- 500g de farinha de trigo sem fermento 

- 25g de levedura fresca (há em supermercados) 

- Sal q.b. (eu uso muito pouco, menos de uma colher de café) 


PARA O MOLHO DE TOMATE  

- 1 lata de tomates 

- 1 colher de chá de açúcar mascavado 

- Uma pitada de sal 

- 1 colher de café de orégãos 

- 1 colher de café de tomilho 

- 1 colher de café de alho em pó 


PARA A PIZZA

- Espinafres

- Tomates cherry 

- Pimento vermelho

- Milho

- Cebola em rodelas 

- Tofu cortado em pedaços (estou a adorar um com algas e cenoura, à venda nas lojas Celeiro, que é também super barato: €1,50 por 200g) 

- Sumo de lima 



PREPARAÇÃO 


BASE 

- Dispor a farinha misturada com o sal num recipiente grande e desfazer o fermento em cima; 

- Abrir um buraco e juntar, aos poucos, água morna, mexendo com uma colher (o processo de fazer massa é bastante intuitivo, por isso não estou certa da quantidade de água que adiciono);  

- Quando a massa começar a adquirir uma consistência pastosa, transferir para uma superfície polvilhada com farinha e amassar com as mãos durante vinte minutos (eu amasso segundo esta técnica); 

- Quando a massa estiver pronta, polvilhar com um pouco de farinha, formar três bolinhas e deixar levedar durante 2h, cobrindo com um pano húmido. 


MOLHO DE TOMATE 

- Num recipiente alto, juntar o sal e os tomates; 

- Com a ajuda da varinha mágica, transformar num puré; 

- Levar a lume médio numa panela ou frigideira anti-aderente com os orégãos, tomilho, alho em pó e açúcar mascavado (que ajuda a cortar a acidez do tomate), durante cinco minutos, mexendo quando necessário. 


PIZZA 

- Numa frigideira anti-aderente, fritar levemente o tofu com sumo de lima e uma pitada de sal; 

- Dispor uma bola de massa sobre um pedaço de papel vegetal e formar a base com os dedos (o rolo de cozinha retira o ar da massa, o que não queremos que aconteça);

- Dispor o molho de tomate, o tofu e restantes os ingredientes sobre a base

- Levar ao forno pré-aquecido a 220º por 10 minutos.  



Sugestão: Uma vez que é uma receita demorada, faço sempre massa suficiente para três pizzas. Normalmente conservo uma das bolinhas de massa do frigorífico para usar no espaço de dois dias e congelo a outra. Faço também molho de tomate suficiente de forma a sobrar para outro dia e assim sabe-me ainda melhor desfrutar de uma pizza homemade que é simultaneamente fast-food!





Passatempo Birds of a Feather | Resultado

O passatempo em parceria com a Birds of a Feather, para o sorteio de um pano mandala, terminou esta sexta-feira. A vencedora é a Tânia Sousa, de Amarante, que já foi contactada. Parabéns à Tânia e obrigada a todos os participantes! Bom fim de semana :)

Capsule wardrobe de primavera por €100

"Capsule wardrobe" designa um guarda-roupa minimalista, composto por peças essenciais e intemporais, que idealmente se combinam entre si. Pessoalmente, não tendo inclinação para o minimalismo (em relação à quantidade, não ao estilo das peças), atrai-me a ideia de que pequenas adições ao nosso guarda-roupa, a cada estação, marcam a diferença. As propostas abaixo reunidas são isso: peças de bom corte, em cores neutras (gosto tanto de branco para a primavera/verão!) e uma ou outra tendência. Combinadas entre si e com as que temos de coleções passadas, são o suficiente para trazer uma lufada de ar fresco ao nosso visual. Para tornar a coisa mais interessante, e porque acho que o bem vestir não está associado ao custo da roupa, tentei manter esta seleção abaixo dos €100. Todas as peças são da Mango Outlet que, por vezes - nem sempre -, tem oportunidades muito boas. Estou apaixonada pelo vestido, da linha Premium, e tenho que correr para uma loja à procura de um XS, que já esgotou online. Mango, I love u!



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